quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Hernia diafragmática em cães e gatos

Curso de Radiologia 4º semestre do 
Centro Universitário de Santo André Anhanguera  

Professa: Nathalia Roncada 
Santo André 
10/2015
INTEGRANTES: 
DENISE PESSI
FABRICIA DE SOUZA ALMEIDA
HIGINIA DEOGRACIAS MARTIN CABRERA
JUCILENE BUGADA MARCULINO
KAMILA ESTRELA FLORES DA SILVA
SUELEN FADINI DUARTE CAMARGO

Introdução:
No decorrer desta pesquisa, falaremos sobre a Hérnia Diafragmática, uma patologia comum entre cães e gatos, a qual pode ocorrer devido a algum trauma, como também pode ser congênita.
Essa patologia tem como melhor meio de diagnóstico, exames por imagem, como por exemplo, a radiografia de tórax e a ecografia, onde será visto como são realizados os mesmos, o que aparece de diferente nas imagens devido à hérnia diafragmática e a importância de cada um deles para um diagnóstico preciso da doença.



Hérnia Diafragmática
A hérnia diafragmática pode ocorrer tanto em cães como em gatos, é uma ruptura do diafragma, onde pode ocorrer deslocamento de um órgão abdominal para a cavidade torácica, ocasionada por um trauma e, em alguns casos ocorre de forma congênita. Acredita-se que um aumento súbito na pressão intra-abdominal (quando acompanhado por uma glote aberta) produza uma ruptura no diafragmático.
Quando a glote se abre os pulmões se esvaziam, resultando em um grande gradiente de pressão entre as cavidades abdominal e torácica, causando consequentemente a ruptura do diafragma em seu ponto mais fraco. As mesmas alterações súbitas de pressão em um animal com uma glote fechada são mais prováveis de criar um aumento uniforme na pressão através de ambas as cavidades abdominal e torácica, colocando o estresse máximo no parênquima pulmonar e daí resultando em um pneumotórax.
A hérnia diafragmática e o pneumotórax ocorrem simultaneamente em muitos pacientes traumatizados, e as lesões resultantes podem representar o grau ou a rapidez das alterações de pressão transdiafragmáticas contra a dinâmica do fluxo através das vias aéreas condutoras. A alteração de pressão abrupta geralmente se deve a um impacto súbito.
Animais com hérnias diafragmáticas têm dificuldade respiratória por várias alterações intercorrente. A perda da continuidade do diafragma isolado raramente é responsável pela dispneia, mais comumente, a dispneia é o resultado de um choque hipovolêmico, de um traumatismo na parede torácica, de um preenchimento do espaço pleural, de contusões pulmonares e de uma disfunção cardíaca.
Animais com hérnia diafragmática já há algum tempo podem ter aderência dos órgãos entre si que vai dificultar muito mais a recuperação.



Diagnóstico
A hérnia diafragmática utiliza como principal meio de diagnóstico, a radiologia veterinária, onde são realizados os seguintes exames: a radiografia do tórax, a ecografia, a pneumoperitoneografia, e a peritoneografia de contraste positivo.
É de grande importância entender como são realizados cada um dos exames acima e, o papel dos mesmos para um preciso diagnóstico.


Radiografia do Tórax:
A radiografia de tórax serve para avaliar as estruturas presentes neste compartimento do corpo. Quando os raios atravessam completamente o corpo, sem resistência, o filme ficará preto, enquanto que se os raios forem todos retidos, ficará totalmente branco. 

Os ossos fazem o filme ficar bastante branco, mas estruturas maciças como o coração também o fazem, em menor intensidade. O pulmão apresenta-se escuro, pois haverá muito ar neles e, portanto, quase não haverá resistência. 
A radiografia do tórax é imprescindível para confirmação do diagnóstico de hérnia diafragmática, sendo obrigatória sua realização quando existe a suspeita de um traumatismo torácico. 
Os aspectos que serão analisados na imagem é a silhueta diafragmática, que fica incompleta na maioria dos casos, e também a presença de alças intestinais preenchidas por gás na cavidade torácica.
As radiografias contrastadas promovem maior desconforto respiratório e são indicadas somente quando a radiografia simples não for confirmativa e a ultrassonografia não estiver disponível.
As incidências do tórax que utilizadas para o diagnóstico dessa patologia são: 
- Radiografias de tórax: 
   
 
Figura 1- Ventro-Dorsal (em decúbito dorsal) 



 Figura 2 -Latero-Lateral (em decúbito lateral direito)


                                                                                                                                              Nas figuras 1 e 2, podemos observar a perda da continuidade da linha diafragmática, a silhueta cardíaca mal definida, a presença de contusão pulmonar e algum grau de efusão pleural.


Ecografia:
A ecografia é um exame de imagem, que junto com a radiografia de tórax, pode confirmar o diagnóstico de Hérnia Diafragmática, sendo a mesma por ruptura ou congênita. Por ser um exame com grande precisão e não invasivo, ele é por vezes um dos mais indicados para essa patologia.
A ecografia permite ao cirurgião um melhor conhecimento dos tecidos esperados na hérnia, podendo assim ter uma melhor preparação para a cirurgia, evitando imprevistos.
Tem-se mostrado benéfica também nos casos cujos sinais radiográficos mostram apenas um aumento da silhueta cardíaca em geral e um ângulo cardio-frénico indistinto. É também um meio rápido e de fácil execução para a detecção de massas intrapericárdicas, possibilitando a distinção entre tecido sólido e fluido, permitindo simultaneamente a avaliação secundária da função cardíaca. É necessário ter em conta que o diafragma propriamente dito não é visualizado, mesmo em animais normais. Apenas a interface hiperecogénica entre os pulmões cheios de ar e o fígado hiperecogénico identificam a sua localização. Assim, se houver descontinuidade desta ecogenicidade curvilínea, podemos estar diante de uma hérnia diafragmática, sendo possível observar, concomitantemente, o deslocamento de órgãos abdominais para o tórax.
Muitas vezes estas hérnias diafragmáticas acompanham-se da presença de fluido pleural ou abdominal, fenómeno que melhora substancialmente a capacidade de diagnóstico da ecografia, uma vez que o fluido funciona como contraste, realçando o contorno hiperecogénico do diafragma.
Para um diagnóstico preciso, é de grande importância que quem execute o exame esteja preparado e saiba diferenciar as estruturas anatômicas na ecografia, evitando um diagnóstico errôneo, e a realização de uma cirurgia desnecessária.
       

Figura 3

Figura 4

Figura 5

Figura 6



 Nas imagens acima (figuras 3, 4, 5 e 6) podemos notar os seguintes aspectos encontrados na ecografia, de cães e gatos com Hérnia Diafragmática: 
- Espessamento da parede da bexiga. Presença de conteúdo vesical isoecóico com a parede, com ausência de doppler, imagem compatível com coágulos sanguíneos
- Presença de vísceras abdominais (fígado) na cavidade torácica.
- Presença de parênquima pulmonar consolidado compatível com contusão pulmonar.

Pneumoperitoneografia:
A pneumoperitoneografia é um dos métodos auxiliares no diagnóstico das alterações do trato urinário, através de um contraste negativo, permite melhor visualização dos órgãos abdominais, É possível visualizar estruturas renais, com compressão simultânea do abdome e demais órgãos tais como: fígado, baço, rins, rins, ureteres, bexiga, colo ascendente, estômago, veia cava caudal, aorta abdominal.
Esta técnica é associada à urografia em volumes respectivos de 800mg/kg e 80ml/kg de contraste, não apresenta riscos aos cães.
Normalmente recomenda-se usar a pneumoperitoneografia, após a urografia excretora.
Diagnóstico: São usados substâncias contrastantes, para evidenciar com mais detalhes os órgãos urinários e suas alterações, como, por exemplo o rim direito que é visualizado raramente e o rim esquerdo que é visualizado 50%, o tamanho ou forma anormal do rim.
A pneumoperitoneografia permite a visualização da silhueta renal em ambos e é possível constatar problemas renais como o rim submetido e nefrectomia parcial.
Tem grande indicação para demonstração de órgãos, neoplasias abdominais, aderência não visualizadas pela radiografia simples,como é o caso da Hérnia Diafragmática, que pode causar essas aderencias entre os órgãos, caso não tratada rapidamente e, acumulação excessivo de líquido peritoneais.

Peritoneografia:
Esta modalidade está descrita em cães e gatos para avaliação radiográfica das vísceras abdominais e como ajuda no diagnóstico de HD, principalmente nos casos suspeitos não passíveis de serem confirmados por outros meios de diagnóstico (como a radiografia simples e a ecografia). É mais rápida, menos invasiva e apresenta menor risco de complicações que outras técnicas de radiografia de contraste. Na sua vertente de contraste positivo, é também mais sensível que a ecografia, especialmente em casos em que a solução de continuidade diafragmática é pequena. É um procedimento simples, seguro e que apenas requer equipamento básico. O estudo inicia-se injectando na CP um meio de contraste iodado hidrossolúvel, iónico ou não iónico. Este último, de que é exemplo o iohexol, é considerado mais seguro, uma vez que tem um potencial osmótico mínimo (daí serem considerados de baixa osmolalidade). Seguidamente, o animal é posicionado de modo a permitir a passagem do meio de contraste do peritoneu para o saco pericárdico ou cavidade pleural, ou de forma a delinear, apenas, a superfície abdominal do diafragma. A passagem do contraste para a CT confirma a ruptura do mesmo (figura 7). No entanto, se o hiato for pequeno ou se encontrar obstruído, o estudo pode não ter sucesso, devido à impossibilidade da deslocação do meio de contraste. Apesar de ser considerada uma técnica segura, existem algumas contra-indicações à realização da mesma. Assim, um animal com peritonite, hipovolémia, insuficiência renal ou hipersensibilidade ao meio de contraste não deve ser submetido ao exame, uma vez que a maioria dos meios injectáveis é rapidamente absorvida pela CP e excretada primeiramente pelos rins. Outras características que a colocam em desvantagem relativamente à ecografia são a necessidade de anestesia geral (que a torna impraticável em animais que não possam ser anestesiados) e o seu uso limitado, devido à ocorrência de resultados falso-negativos.

Figura 7 – Projeção lateral do diafragma de um gato com HD, obtida após injecção intraperitoneal de iohexol. Observa-se uma protuberância em forma de saco, realçada pelo contraste, na região caudal da cavidade torácica.

Estes, como descrito acima, podem surgir se os órgãos ou aderências (fibrosas ou do omento) existentes obstruírem, parcial ou totalmente, a malformação diafragmática e impedirem o fluxo de contraste para o tórax (figura 8). Por outro lado, também podem conseguir-se resultados falso-positivos se houver uma hérnia paracostal (uma HDPlP), com um rasgo intercostal que permita a entrada do contraste na cavidade pleural sem passar pelo diafragma, se o contraste for injectado inadvertidamente no tórax ou se houver contaminação do pêlo do animal ou da mesa de radiografia. Relativamente aos meios de Figura 1 – Projecção lateral do diafragma de um gato com HD, obtida após injecção intraperitoneal de iohexol. Observa-se uma protuberância em forma de saco, realçada pelo contraste, na região caudal da cavidade torácica. O contraste, é necessário ter também em conta algumas das suas propriedades. Em primeiro lugar, a presença de fluido pleural dilui o meio de contaste, podendo, por isso, ser necessário proceder à sua drenagem antes de iniciar o procedimento. Para além disso, aparentemente o contraste pode ser irritante para alguns pacientes, independentemente da temperatura a que se encontre no momento em que é injectado. No entanto, sempre que possível, deve ser pré-aquecido à temperatura corporal. Por último, deve ter-se em conta que não está recomendada para este exame a utilização de iodeto de sódio, sulfato de bário ou iodetos orgânicos para administração oral.

Figura 8 – Peritoneografia de contraste positivo de um gato com HD. Devido à presença de aderências que obstruem a ruptura diafragmática, o meio de contraste não se desloca para o tórax, sendo o resultado um falso-negativo.

Conclusão:
A partir dessa pesquisa vimos como ocorre a Hérnia Diafragmática e, como ela pode se manifestar em cães e gatos, desde seus sintomas como também as possíveis complicações. Foram feitas a analise de algumas imagens de exames radiológicos, como a radiografia de tórax e a ecografia (que são os principais exames para descobrir a patologia), observamos as alterações que podem aparecer nas imagens, o que se deve observar quando se há suspeita de Hérnia Diafragmática. Vimos também a grande importância das imagens radiológicas para se alcançar um diagnóstico preciso dessa patologia.
Com isso, podemos concluir que a radiologia vem ganhando grande espaço e importância na área veterinária, evitando métodos invasivos, erros e cirurgias desnecessárias e, servindo também de grande auxilio para o diagnóstico preciso de diversas patologias, dentre elas a hérnia diafragmática, a qual foi apresentada no decorrer dessa pesquisa. 

Referencias Bibliográficas:
http://www.cachorrogato.com.br/cachorros/radiografia-caes-gatos/
Acesso em: 13 de setembro de 2015 as 13:30h

http://www.hvg.pt/caso_clinico.php?id=2
Acesso em: 15 de setembro de 2015 as 10:20h

https://www.portaleducacao.com.br/veterinaria/artigos/27785/hernia-diafragmatica-animal
Acesso em: 18 de setembro de 2015 as 14:15h

http://go.microsoft.com/fwlink/p/?LinkId=255142
Acesso em: 20 de setembro de 2015 as 18:30h

https://www.repository.utl.pt/bitstream/10400.5/3773/1/Hernias%20Diafragmaticas%20Congenitas.pdf
Acesso em: 21 de setembro de 2015 as 13:40h

Discopatia Canina

Trabalho de dissertação do
Curso de Radiologia do centro
Univ. de Santo André Anhanguera 4º semestre
                                                                                       Professa: Nathalia Roncada
                                                         
                                                            Santo André


10/2015

Integrantes: 
Castelar Ap .M. Junior 
Dinamar Soncini Parizoto 
Eliane de Freitas S. Parizoto 
Fernando Diogo 
Henrique F .Freitas 
Jane Carla de Lima 
Kauey Siqueira Parizoto

     Nayara de Melo Bueno

INTRODUÇÃO
Discopatia em Cães - Lesão na coluna vertebral

Afetando seres humanos e animais, os problemas relacionados à coluna espinhal são responsáveis por dores insuportáveis e que podem evoluir até causar uma paralisia. Relativamente comum, a discopatia em cães pode causar complicações que alteram o sistema nervoso do animal, além da diminuição de sensibilidade e dos movimentos, incontinência urinária e, principalmente, muita dor.
Em boa parte das vezes causada por lesões e traumas na medula espinhal, a discopatia em cães apresenta sintomas bastante típicos, e um cachorro acometido pelo problema pode passar a andar de cabeça baixa, com o pescoço rígido, orelhas para trás e caminhar cauteloso (como se estivesse com medo), demonstrando claros sinais de sofrimento e dor.
Sendo a medula espinhal uma estrutura extremamente delicada, ela é protegida naturalmente por vértebras ósseas, tendo entre cada par de vértebras, discos intervertebrais (que podem ser descritos como uma espécie de almofadinha – de contorno fibroso e interior gelatinoso), que evitam o constante atrito entre elas e promovem a estrutura e flexibilidade necessárias para que ocorra o movimento da espinha do cão sem problemas.
Quando os discos vertebrais deixam de agir da maneira ideal – por causa do comprometimento de sua estrutura, que pode ocorrer em função do envelhecimento do animal ou de algum trauma – é que surge a discopatia nos cachorros, que também é conhecida popularmente como hérnia de disco; um problema bastante comum e igualmente complicado em seres humanos.
O principal sinal clínico desse quadro, infelizmente, é uma dor muito forte apresentada pelo pet. No entanto, apenas por meio de radiografias, tomografias, ressonância magnética, mielografia e outros exames complementares são possíveis definir o diagnóstico com precisão – tendo em vista que esta não é a única complicação que pode causar fortes dores nos cachorros. O tratamento pode ser feito de diversas maneiras, que incluem desde medicações e imobilização até cirurgias - sendo definido de acordo com o grau de evolução e a gravidade do problema no animal.
Embora possa ocorrer em cães de qualquer idade, físico e tamanho, a discopatia canina é mais comum em cães de pernas curtas, coluna alongada e porte pequeno. Alguns cães de características quase opostas a estas também apresentam uma probabilidade maior de desenvolver esse tipo de complicação ao longo da vida, e a lista de raças mais propensas a ter discopatia inclui nomes como: Dachshund, Poodle, Beagle, Lhasa Apso, Cocker Spaniel, Bulldog Francês,Pequinês, Welsh Corgi, Shih Tzu, Dobermann, Basset Hound e Pastor Alemão.
Quanto antes for identificado à complicação e iniciado o tratamento, maiores serão as chances de que seu animal não tenha sua mobilidade prejudicada e evite dores mais intensas.

Como é a coluna vertebral dos cães e qual a sua função?
Em cada vértebra se encontra um disco intervertebral que consta de duas partes: um núcleo polposo e um anel fibroso que o rodeia. O disco intervertebral tem a função de dar flexibilidade e minimizar as forças compressivas as quais esta submetida a coluna vertebral.
A coluna vertebral contém e protege a medula espinhal. A medula espinhal está formada por grupos de neurônios e tratos nervosos, responsáveis em transmitir a informação motora e sensitiva desde o encéfalo a todo o organismo e o inverso. Uma lesão medular produz uma dificuldade na transmissão dessas informações com os conseqüentes sinais neurológicos.
A falta de sinal neurológico induz a falta de movimento.

Causas da discopatia em cães

Lesões agudas na medula espinhal são as principais causas de discopatia em cães, podendo aparecer em função de traumas ou predisposição genética. Mais comum em cachorros com idade a partir dos cinco anos – devido ao envelhecimento natural dos discos intervertebrais do pet – a complicação causa alterações no sistema neurológico do animal em boa parte das vezes que se manifesta, desencadeando o aparecimento de problemas de mobilidade.
Nos casos em que o problema tem um trauma forte como causa, ocorre o deslocamento do disco intervertebral de maneira drástica, causando a lesão medular e, conseqüentemente, muita dor no animal.


Dentro do conjunto de fatores genéticos que indicam uma predisposição maior para a ocorrência da discopatia em cães estão o porte pequeno, as pernas curtas e a coluna alongada, sendo que os cachorros das raças Lhasa Apso, Pequinês e Dachshund são os mais propensos a desenvolver problemas de disco. Entre os animais de grande porte, os da raça Dobermann são os que têm maior probabilidade de apresentar o problema.
Conforme sua evolução, a discopatia canina causa a diminuição e a perda da sensibilidade do cão, dificultando seus movimentos e podendo levá-lo a uma paralisia completa – já que o deslocamento (ou a deterioração) dos discos localizados entre as vértebras ósseas do animal, faz com que eles deixem de absorver os impactos de sua movimentação, causando atrito e dores intensas na região quando o cão se mexe.

Graus da hernia discal em cães

Segundo a severidade da compressão da medula, a hernia discal se classifica em graus de 1 a 5.
Grau 1- São compressões espinhais leves que praticamente se traduz em dor na coluna vertebral.
Grau 2 - Neste caso o comprometimento é mais profundo dando como sintoma uma disfunção das sensações do cão procedente dos músculos e seus anexos que informa sobre a altura, os movimentos e o equilíbrio devido à compressão dos tratos dorsais da coluna.
Grau 3 - A compressão é mais profunda ainda dos tratos motores, e por onde aparece definitivamente a plejia (perda da força muscular) ou paralisia.
Grau 4 - É o mesmo que a anterior, porém nestes casos além de uma alteração da funcionalidade normal de reflexo DETRUSOR ou de micção e o cão começa a reter a urina.
Grau 5 - É o pior caso que se pode apresentar. Define-se por adicionar todos os graus anteriores, a perda da sensibilidade dor profunda. Nestes casos o prognóstico para o paciente é mais desfavorável. Os graus 2 e 3 são freqüentemente abordados por neuro cirurgia obtendo-se muito bons resultados.




Sintomas e diagnóstico da discopatia em cachorros
A dor é, sem dúvidas, o principal sinal apresentados pelos cães acometidos pela discopatia. Dificuldade para se movimentar, incontinência urinária e fecal, redução da consciência de postura e sensibilidade, relutância para andar e rigidez no pescoço também entram na lista de sintomas dos cachorros com o problema que, em 10% dos casos, leva o animal a ficar tetraplégico.
Os sinais da discopatia canina podem chegar em minutos ou se manifestar de maneira mais gradual no pet, levando dias ou até semanas para se instalarem por completo. Assim como o aparecimento dos primeiros sintomas, a progressão do problema também pode ocorrer com uma grande rapidez e, por isso, é muito importante que o pet seja encaminhando a um profissional veterinário assim que seu dono notar a possibilidade da complicação - para que o tratamento seja facilitado e tenha mais chances de sucesso.
O diagnóstico da complicação só pode ser confirmado por meio da combinação de exames clínicos e de imagem; sendo que, em alguns casos, exames de contraste também podem ser requisitados para que o problema seja definitivo.
Radiografias da coluna do animal, coleta de amostras do líquido da medula espinhal e a mielografia – que consiste em uma radiografia com o uso de um contraste aplicado no canal medular do pet – estão entre os exames mais realizados para que a discopatia no cachorro seja identificada, e tomografias também podem ser usadas como maneira de complementar o diagnóstico, mas hoje com o avanço no diagnóstico por imagem na medicina veterinária já temos em alguns locais disponível a Ressonância Magnética que indica precisamente a gravidade e o local da lesão do cão.


Diagnóstico radiográfico


O diagnóstico de protrusão e extrusão é confirmado pelos exames radio gráfico simples e mielografia. Exame radiográfico simples Radiografias Simples: devem ser realizadas após minucioso exame clínico. Um exame neurológico completo deve resultar na tentativa de localização da doença e até mesmo supor uma descrição anatômica ou etiológica. As radio grafias devem ser realizadas de acordo com uma série de projeção de rotina pré-determinadas ou com um estudo seletivo baseado no diagnóstico diferencial derivado do exame clínico e neurológico. E recomendável que o animal esteja sedado ou anestesiado, o que facilitará o posicionamento adequado para a avaliação radiográfica da coluna vertebral. O exame radiográfico simples deve incluir todas as regiões da coluna vertebral que possam ser a sede da lesão e deve incluir as projeções laterolateral e ventrodorsal. As projeções oblíquas são necessárias para demonstrar extrusões de disco lateral ou intraforaminal indicando a opacificação do forame intervertebral, mais evidente na presença de material calcificado. O diagnóstico definitivo da doença do disco intervertebral necessita de confirmação radiográfica demonstrando a presença de material ou, na ausência desse tipo de lesão, evidências de características que indiquem alterações junto ao disco intervertebral. Os aspectos típicos de doença do disco intervertebral incluem a calcificação do disco intervertebral; a diminuição do espaço intervertebral; a diminuição do tamanho ou a alteração da forma do forame intervertebral; o aumento da radiopacidade no canal vertebral, geralmente sobrepondo o forame intervertebral e a esclerose das epífises vertebrais, com colapso do espaço intervertebral, indica um processo crônico, podendo também apresentar espondilose ventral associada. Em alguns casos, geralmente em uma extrusão aguda, pode não haver alterações ao exame radiográfico simples. A calcificação do disco intervertebral por si só já é um processo degenerativo, mas não indicativo de uma protrusão ou extrusão. Quanto à diminuição do espaço intervertebral, este pode aparecer uniformemente diminuído ou pode apresentar aspecto de cunha, em que a porção mais dorsal neste caso apresenta-se mais estreita, indicando que houve comprometimento da porção dorsal do disco e que sua porção mais ventral ainda está intacta. A diminuição do espaço intervertebral, embora possa sugerir a herniação do disco, não é um achado que deva ser avaliado isoladamente subaracnóidea para definir anormalidades relacionadas à medula espinhal e tem sido utilizada rotineiramente em cães, gatos e eqüinos Indicações, contra indicações e reações adversas.



Mielografia: deve ser realizada quando há suspeita de uma hérnia de disco, mas esta não pode ser confirmada por radiografias simples; quando radio grafias simples sugerem um local de lesão de disco que produz sinais clínicos diferentes daqueles encontrados no exame neurológico e se múltiplas hérnias de discos estão evidentes radio graficamente. “Devido à extrema variedade das posições assumidas pelas extrusões de disco, a mielografia é recomendada” por fornecer informações precisas na localização e na extensão da lesão, orientando o planejamento cirúrgico e ainda por demonstrar o grau de envolvimento da medula, contribuindo para o estabelecimento de um prognóstico. Em casos de evidência de doença infecciosa, a mielografia não deve ser realizada Ela deve ser evitada em pacientes nos quais a análise do líquido cérebro espinhal indique doenças inflamatórias ou infecciosas, pois nesses casos pode potencializar desnecessariamente os sinais clínicos ou disseminar a infecção através do espaço subaracnoide. A realização de mielografia é contra indicada imediatamente após um incidente traumático, quando o animal pode estar ainda em estado de choque. O status epilepticus também é uma contra indicação 36.4o Em caso de desidratação do animal, esta deve ser corrigida antes da mielografia, caso contrário, além dos riscos anestésicos ocorre reabsorção retardada do meio de contraste, resultando em neurotoxicida de desnecessária.
Apesar da evolução dos meios de contraste, a mielografia não é um procedimento inócuo e pode provocar reações adversas. O efeito adverso mais comum é a ocorrência de convulsão, podendo ainda ocorrer apneia durante a punção e injeção do meio de contraste, exacerbação de desordens neurológicas pré-existentes, hipertermia, hiperestesia, vômitos e, menos frequentemente, meningite asséptica e morte As convulsões representam 75% das complicações ocorridas principalmente quando as aplicações de contraste são feitas através da cisterna magna e quando o animal apresenta espondilomielopatia cervical caudal Além disso, existem riscos inerentes à técnica, como o trauma medular com a agulha, devendo esse procedi mento ser realizado somente por profissionais treinados. Não é recomendada a realização da mielografia a não ser nos casos de cirurgia ou quando um tratamento definitivo esteja sendo considerado. A mielografia é sempre um risco. Meios de contraste, técnicas e interpretação. O iohexola, o iopamidol e o ioversol são meios de contraste que possuem características aceitáveis para serem utilizados na mielografia e podem ser injetados no espaço subaracnoide através das punções na cisterna magna, na região lombar e na região lombossacral. A mielografia realizada através da punção da cisterna magna é a mais freqüente cerca de 85% das mielografias são realizadas por essa via. A escolha entre uma região e outra vai depender do local de suspeita da lesão e do tipo de afecção, da facilidade da técnica, dos riscos de efeitos adversos e da preferência pessoal. Diferentes concentrações de meios de contraste estão disponíveis (1 8Omg, 240rng, 300mg e 350mg de iodo/ml). Alguns autores preconizam a utilização de meios de contraste de baixas concentrações por serem isosmolares temas a concentração de 240mg de iodo/mL, que é levemente hiperosmo lar, fornece melhor radiopacidade do espaço subaracnoide .I6.27.37 Altas concentrações de iohexol estão disponíveis (240mg, 300mg e 350mg de iodo/ml); entretanto, estas podem predispor mais a convulsões 37,38• A alta concentração do meio de contraste (alta gravidade específica) facilita a fluidez para a região anatômica de interesse.Isso pode ser útil quando se suspeita de uma lesão toracolombar e é realizada mielografia com punção cervical, devido à dificuldade de se obter qualidade de imagem com punção lombar. As altas concentrações de iohexol e iopamidol, mesmo sendo hiperosmolares, podem ser seguramente utilizadas na realização de mielografias em pequenos animais O volume mínimo para gatos e cães de raças pequenas é de 1,5 a 2niL para se obter uma o pacificação de alta qualidade do espaço subaracnoide. A dose do meio de contraste administrada depende do tamanho do animal e da região a ser examinada, O volume recomendado para a avaliação de toda a extensão da coluna vertebral é de 0,45mL/kg e, para um segmento da coluna, 0,3mL/kg de iohexol na concentração de 180 a 240mg de iodo/mL 6,27,38 300mg de iodo/mL e de iopamidol na concentração de 200mg de iodo/mL" O volume de 0,5niL/kg de ioversol na concentração de 240mg de iodo/mL tem sido considerado apropriado e seguro na realização de mielo grafias em cães 41, A dosagem utilizada independe do meio de contraste escolhido (iopamidol, iohexol ou ioversol). A dose total do meio de contraste não deve exceder 8-9mL ou 10mL. A punção para a introdução do contraste no espaço subaracnoide é realiza da com agulha fina de 20 a 220, dependendo do tamanho do animal e da região a ser puncionada. Para cães obesos e na realização de punção lombar, algumas vezes são necessárias agu lhas de maior comprimento. É de suma importância a retirada do líquido cerebroespinhal antes da introdução do meio de contraste para realização de exames laboratoriais
Alguns autores preconizam a retirada do líquido cerebroespinhal aproximadamente na mesma quantidade do volume de contraste a ser injetado, para não haver aumento da pressão no espaço subaracnoide . Em um estudo no qual foi comparada, além dos diferentes meios de contraste utilizados, a influência do aumento da pressão subaracnoide sem a retirada do líquido antes da administração do contraste, não foram encontradas reações desfavoráveis. No momento da injeção do meio de contraste, para haver a mistura adequada do contraste com o líquido cérebro espinhal e obter a qualidade mielográfica necessária, deve-se gentilmente puxar o êmbolo da seringa ou retirar pequenos volumes, para criar turbulência e melhorar a mistura do meio de contraste com o líquido cérebro espinhal.
Logicamente, qualquer manipulação durante a injeção deve ser realizada sem causar qualquer movimento da agulha, para que não ocorra traumatismo da medula espinhal A velocidade de injeção deve ser lenta, para evitar a ocorrência de apneia Após a administração do meio de contraste a agulha é retirada e a cabeça e o pescoço devem ser inclinados, para facilitar o fluxo caudal do meio de contraste e impedir que ele alcance os ventrículos cerebrais. Os meios de contraste não permanecem com qualidade diagnóstica no espaço subaracnoide por mais de sessenta minutos. Quando o meio de contraste for injetado na cisterna magna, as radio grafias cervicais e toracolombares devem ser realizadas nos primeiros dez minutos. Entretanto, deve-se manter a cabeça do paciente elevada até que ele recobre a consciência, de forma que o deslocamento de contraste para o espaço subaracnoide encefálico seja mínimo. Devem ser obtidas as radiografias de rotina nas projeções lateral e ventrodorsal e projeções complementares (dorsoventral, oblíqua, estendida e fliexionada laterais) quando necessárias, As projeções oblíquas, tanto pelo posicionamento do paciente como da ampola do aparelho radiográfico, podem ser utilizadas como complemento das duas projeções padrão e podem ser utilizadas de modo eficaz para isolar as lesões lateralizadas Em um estudo em que se avaliaram as diferentes projeções no exame mielográfico, as oblíquas foram melhores que as ventrodorsais no diagnóstico de lesão compressiva por material de disco e somente elas contribuí ram para o diagnóstico de 45% das extrusões toracolombares. A hérnia de disco é a causa mais frequente das lesões extradurais, provocando desvio dorsal e adelgaçamento do espaço subaracnoide e da medula espinhal adjacente à lesão. Dependendo da severidade da lesão e do grau de compressão medular, o espaço subaracnoide pode apresentar adelgaça mento ou ausência do meio de contras te. O grau e a direção do desvio da coluna de contraste são mais bem visibilizados em radiografias que tangenciem as lesões podendo ser observados nas projeções laterais ou ventrodorsais. O material de disco pode se estender por mais de um segmento da coluna vertebral, resultando em um desvio da coluna de contraste maior que o comprimento de uma vértebra; em alguns animais, o material pode estar espalhado ao longo do canal vertebral, sem que ocorra uma distorção mecânica óbvia da medula. A presença de linha dupla de contraste na projeção lateral e o desvio medial da coluna de contraste na projeção ventrodorsal caracterizam lesões extradurais laterais 6 Tanto as extrusões como as protrusões podem resultar em desvio dorsal do espaço subaracnoide e da medula espinhal. Extrusões de disco estão associadas à ruptura dos seios venosos vertebrais e uma hemorragia do espaço epidural pode aumentar o grau de compressão medular. Os problemas técnicos que podem afetar a qualidade da mielografia em animais que possuam alterações com patíveis com hérnia de disco incluem a qualidade radiográfica ruim, o volume inadequado do meio de contraste, local incorreto de injeção, opacificação epidural e a ausência de mistura do contraste com o líquido cerebroespinhal. Os problemas anatômicos, causados por uma variação anatômica e patológica devido a um deslocamento atípico do material do disco e por edema medular, por exemplo, podem dificultar a avaliação de animais com hérnia de disco °. Devido aos potenciais efeitos colaterais, o uso da mielografia é reservado somente para os animais que serão submetidos a procedimento cirúrgico 50• A ausência de anormalidades na mielografia é uma contra indicação para a realização de cirurgia.


Tratamento da discopatia em cães


O tratamento indicado para a discopatia em cães varia de acordo com a gravidade do caso e o motivo desencadeador do problema. A indicação em casos mais intensos e complicados (que envolvem paralisias e a compressão medular) geralmente é cirúrgica, no entanto, tratamentos clínicos e mais conservadores também podem ser recomendados em casos mais leves do problema.
Tendo como objetivo principal a diminuição da lesão medular por meio do uso de medicamentos, os tratamentos mais tradicionais e livres de cirurgias para a discopatia canina incluem o uso de corticóides, repouso e a imobilização do animal. Na maioria das vezes, esse tipo de processo é iniciado imediatamente após o aparecimento dos primeiros sinais do problema e, por isso, podem facilitar a recuperação do cachorro.
Entretanto, embora haja casos em que um tratamento clínico possa diminuir a lesão medular do animal e permitir que o disco afetado ou rompido, de certa forma, se regenere; casos de novas crises e paralisias nos cães que se tratam com este tipo de técnica podem ser bastante comuns, confirmando a necessidade de uma intervenção cirúrgica para solucionar o quadro.
Conforme crescem os ataques da doença nos cães, cresce, também, a quantidade de lesões permanentes na medula do animal e, nestes casos, somente uma cirurgia para a retirada do material que causa o problema pode se apresentar eficaz para o pet. Embora seja considerado mais agressivo, o tratamento por meio da intervenção cirúrgica permite uma recuperação bastante rápida, além de possibilitar que o cão recobre o máximo das funções de sua medula espinhal.
O tempo e a extensão da recuperação de cada animal são variados, e vai depender tanto das lesões medulares do cão como do tempo que se passou entre o aparecimento do problema e a cirurgia; sendo que, quanto menor ele for, maiores serão as chances de uma reabilitação completa e rápida.
Em casos de lesões mais leves, ou tão severas que não responderiam mais ao tratamento cirúrgico, o uso de tratamentos alternativos (combinados ou não com medicamentos alopáticos) tem apresentado resultados bastante satisfatórios, amenizando a dor dos animais acometidos pela discopatia de maneira considerável.
Sessões freqüentes de acupuntura e fisioterapia fazem parte do pacote alternativo indicado na maioria dos casos, sendo que tratamentos adicionais - que incluem o uso de laser e ultrassom terapêuticos, eletroterapia e termo terapia com calor e frio - também entram na lista.
Exercícios que trabalham o fortalecimento e a resistência do animal não ficam de fora dos métodos adotados em tratamentos clínicos; assim como a promoção de estímulos sensoriais com o uso de diferentes ferramentas, escovas, agulhas e da cinesioterapia – técnica que consiste na busca da cura por meio do movimento.

Conclusão:


O exame radiográfico simples e a mielografia são ferramentas essenciais no diagnóstico da discopatia e devem estar sempre associados para o diagnóstico conclusivo, fornecendo informações relevantes quanto a localização, o aspecto e a extensão das lesões.





Bibliografia:

http://www.bv.fapesp.br/namidia/noticia/31030/avaliacao-discopatia-caes-metodos-imagem/
Data:14.09.2015 Hora: 15:58

Fonte: CachorroGato @ http://www.cachorrogato.com.br/cachorros/discopatia-caes/
Data: 12.09.2015 Hora: 15:30

http://www.petescadas.com.br/2013/11/crise-de-coluna-em-caes-lesao-medular.html#.VfcUthFViko
Data:14.09.2015 Hora:14:55

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

DOENÇAS DA COLUNA- HÉRNIA DE DISCO

Trabalho de dissertação do
Curso de Radiologia do centro
Univ. de Santo André Anhanguera 4º semestre
                                                                                       Professa: Nathalia Roncada
                                                       
                                                            Santo André

10/2015
INTEGRANTES:
Evelin Bento
Lucas Cardoso
Silvana Cavalcante

O que é Hérnia de disco?

A coluna vertebral é composta por vértebras, em cujo interior existe um canal por onde passa a medula espinhal ou nervosa. Entre as vértebras cervicais, torácicas e lombares, estão os discos intervertebrais, estruturas em forma de anel, constituídas por tecido cartilaginoso e elástico cuja função é evitar o atrito entre uma vértebra e outra e amortecer o impacto.
Os discos intervertebrais desgastam-se com o tempo e o uso repetitivo, o que facilita a formação de hérnias de disco, ou seja, parte deles sai da posição normal e comprime as raízes nervosas que emergem da coluna. O problema é mais frequente nas regiões lombar e cervical, por serem áreas mais expostas ao movimento e que suportam mais carga. No entanto, a hérnia de disco ocorre quando parte de um disco intervertebral sai de sua posição normal e comprime as raízes dos nervos que se ramificam a partir da medula espinhal e que emergem da coluna espinhal. Esse problema é mais comum nas regiões lombar e cervical, por serem áreas mais expostas ao movimento e que suportam mais carga.
A hérnia de disco afeta 5,4 milhões de brasileiros, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


Médico Ortopedista do Hospital Israelita Albert Einstein



















CAUSAS DA HÉRNIA DE DISCO
 A coluna é o centro de equilíbrio do sistema musculoesquelético do ser humano. Não é à toa que muitas lesões da coluna vertebral são atribuídas ao desequilíbrio e desalinhamento desta estrutura, ou seja, a má postura.


QUAIS SÃO OS FATORES DE RISCO PARA A DOR NA COLUNA VERTEBRAL?
Fatores hereditários;
Traumas diretos ou de repetição;
  • A idade avançada também é motivos de lesões degenerativas;
  • O sedentarismo é um fator determinante para dores nas costas;
  • Posição de ficar muito tempo sentado ou em pé no trabalho;
  • Ação de lnclinar e girar o tronco frequentemente;
  • Ação de levantar, empurrar e puxar objetos;
  • Movimentos repetitivos em casa ou no trabalho;
  • Prática esportiva;
  • Trabalho que provoca vibrações no corpo;
  • Trabalhar dirigindo;
  • Fletir o tronco com frequência para apanhar objetos;
  • Fatores psicológicos e psicossociais.


SINTOMAS DA HÉRNIA DE DISCO

Uma pessoa pode ter uma hérnia de disco e nem se dar conta disso. Mas na maioria dos casos o paciente sente dores insuportáveis. A dor é mais concentrada nas regiões lombar e cervical da coluna.
Os principais sintomas da hérnia de disco são:
  • Dor nos braços ou nas pernas, dependendo do local onde está a hérnia. Se estiver na região lombar, as dores estarão mais localizadas nos membros inferiores. Se estiver na região cervical (na nuca), as áreas mais afetadas por dores serão os membros superiores e os ombros.
  • Prostração e sensação de formigamento
  • Sensação de fraqueza por causa dos músculos das costas atingidos pela hérnia de disco




QUAIS SÃO OS EXAMES PARA DIAGNOSTICAR AS DOENÇAS QUE ACOMETEM A COLUNA VERTEBRAL?
Rx Simples: mostram as curvaturas da coluna, escorregamento de vértebras, artrose, fraturas, lesões infecciosas ou tumorais, doenças metabólicas etc.
Tomografia Computadorizada: excelente para avaliar anatomia óssea da coluna. Confirma diagnóstico de hérnia discal e alteração óssea.
Ressonância Magnética: bom método utilizado, sobretudo para avaliar as partes moles da coluna.
O mais importante nas doenças da coluna vertebral é o quadro clínico do paciente, na maioria dos casos não é necessário nenhum tipo de exame.

COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO?
  A suspeita diagnóstica parte da avaliação clínica, levando em conta as características dos sintomas e o resultado do exame neurológico. Exames como os Raios-X, tomografia computadorizada (TC) e ressonância nuclear magnética (RNM) ajudam a determinar o tamanho da lesão e em que exata região da coluna está localizada.


TRATAMENTO

O primeiro tratamento para a hérnia de disco é um período curto de repouso com medicamentos analgésicos, seguido por fisioterapia. A maioria das pessoas que segue esses tratamentos se recupera e retorna a suas atividades normais. Poucas pessoas precisarão de mais tratamento, que pode incluir injeções de esteroides ou cirurgia.
A terapia à base de medicamentos costuma ser eficaz em grande parte dos casos.

Vídeo sobre tratamento


O QUE POSSO FAZER PARA PREVENIR ESSE PROBLEMA?

 O principal é adquirir hábitos saudáveis de vida como prática regular de atividade física, exercícios de alongamento e fortalecimento da musculatura abdominal e para vertebral, assim como postura correta são medidas importantes para prevenir as doenças da coluna.

Referencias Bibliográficas
http://www.einstein.br/einstein-saude/pagina-einstein/paginas/a-cirurgia-e-mesmo-o-melhor-caminho-para-tratar-hernia-de-disco.aspx
http://drauziovarella.com.br/envelhecimento/hernia-de-disco/
http://www.neurocirurgia.com/content/hernia-de-disco-lombar-cervical
http://www.tuasaude.com/sintomas-de-hernia-de-disco/



ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO (HEMORRAGICO E ISQUEMICO)

Curso de Radiologia do centro
Univ. de Santo André Anhanguera 5º semestre
Professa: Nathalia Roncada 
Santo André 
09/2015
INTEGRANTES:
Anderson Neves Schulz
Gisele F. Martins
Stephany de O. Conceição
Acidente Vascular Encefálico Hemorrágico.

O acidente vascular encefálico hemorrágico (AVEH), ou como é conhecido, acidente vascular cerebral hemorrágico (AVCH), é aquele que ocorre quando um vaso, artéria ou veia, rompe dentro do cérebro, causando extravasamento de sangue e inchaço naquela região onde houve o sangramento. Sendo assi, ele é caracterizado pelo sangramento em uma parte do cérebro, em consequência do rompimento de um vaso sanguíneo. Os tipos mais comuns são:
Hematoma intracebral, onde o sangramento ocorre dentro do tecido cerebral, levando a condições de maior pressão dentro do cérebro e edema ou inchaço das estruturas locais.
Hemorragia subaracnoidea, mais comumente relacionada ao vazamento de sangue intracerebral devido ao rompimento de um aneurisma intracraniano.
A diferença entre o AVC isquêmico e o AVC hemorrágico é:
AVC Isquêmico: ocorre devido a falta de sangue no cérebro e AVC hemorrágico ocorre devido ao extravasamento de sangue no cérebro.
Suas principais causas são a pressão alta descontrolada, devido a um pico elevado de pressão alta, ou o que ocorre em pacientes que tenham hipertensão arterial por vários anos e não se tratam corretamente, outras causas incluem aneurisma, ocorre porque o aneurisma cerebral rompeu, extravasando sangue dentro do cérebro, aterosclerose, distúrbios na coagulação sanguínea ou de uma doença chamada angiopatia amiloide. Nestas doenças, as paredes das artérias cerebrais ficam mais frágeis e se rompem, causando o sangramento.
Os principais fatores de risco do AVC hemorrágico são a obesidade, hipertensão arterial, diabetes, tabagismo, alcoolismo, sedentarismo, síndrome da apneia do sono, uso de drogas como cocaína ou metanfetaminas e colesterol alto. Os homens têm mais risco de ter AVC hemorrágico que as mulheres, principalmente se tiverem casos de AVC na família, a idade pode ser considerada um fator de risco também, maiores de 55 anos tem mais chances de ter um AVC.
O AVCH é uma das maiores emergências médicas em neurologia e neurocirurgia. O seu reconhecimento e tratamento imediatos são importantíssimos para deixar a pessoa que sofreu o AVCH com menores sequelas. Quanto mais cedo o diagnóstico e o tratamento, melhores serão as chances de desenvolver sequelas futuras.

SINTOMAS
Não existe AVCH que começa com sintomas lentamente aparecendo em horas ou dias, ou semanas, os sinais e sintomas são sempre súbitos, e é muito frequente haver dor de cabeça intensa, ou mal súbito, com convulsões ou até mesmo desmaio e coma. Os sintomas mais frequentes são: dor de cabeça muito forte, principalmente quando provocados por rompimento de um aneurisma, essas costumam ser muito fortes, podendo causar mal-estar, desmaio ou coma seguido da dor; paralisia e fraqueza de um lado do corpo, geralmente em maior ou menor grau o braço, perna, ou o lado todo do rosto e corpo. A pessoa percebe a fraqueza, moleza nos membros afetados, com ou sem alteração da sensibilidade junto da fraqueza; perda da sensibilidade ou do campo visual de um ou ambos os olhos; tontura; dificuldade para falar ou para compreender palavras simples e até mesmo a perda da consciência ou crises convulsivas; dormência do rosto, mãos e pernas; dificuldade súbita de andar; perda de equilíbrio ou perda de coordenação e desvio da boca para um lado do rosto, conhecido como boca torta.
Caso o indivíduo apresente estes sintomas é aconselhado chamar uma ambulância ou levá-lo para o hospital para o diagnóstico e início do tratamento, para diminuir o risco de lesões no cérebro do indivíduo.


DIAGNÓSTICO
As pessoas que tiveram AVC devem ser inicialmente atendidas em uma emergência hospitalar, pois lá poderão ter acesso a avaliação médica de urgência e realizar o principal exame de imagem feito em um caso de AVC, a tomografia do crânio.
Na emergência, além do exame clínico na pessoa vítima de AVC, o médico deverá excluir outras causas de déficits neurológicos súbitos (como, por exemplo, hipoglicemia, enxaqueca ou epilepsia).
Para que o medico exclua as outras causas em pacientes com sintomas de AVC, o diagnóstico é feito por meio da realização de exames de neuroimagem, como tomografia de crânio, o principal exame a ser realizado nas primeiras horas, este é o único exame que pode diferenciar se o AVC é hemorrágico ou Isquêmico; ressonância magnética, que analisa e dá a extensão e locais exatos de onde ocorreu o AVC; angiografia dos vasos cerebrais e do pescoço, que verifica a se os vasos estão livres ou se apresentam alguma obstrução ao longo do seu trajeto do coração ao cérebro, podendo ser realizados angiotomografia, angioressonância ou pelo convencional (mais invasivo), a arteriografia cerebral digital; ultrassonografia das carótidas, que avalia se há alguma obstrução ou placa aterosclerótica nas artérias que passam no pescoço e levam sangue ao cérebro.
Além dos exames de neuroimagem, o diagnóstico pode ser com exames físicos, exames de sangue, eco cardiograma e o holter de 24 horas mais comum em casos de idosos para que não ocorra a fibrilação artrial.
Logo diante da suspeita clínica, estes exames demonstram a localização e o tamanho da hemorragia caso haja.

TRATAMENTO
A primeira coisa que se deve fazer ao sentir os sintomas de um AVC é se dirigir a um hospital que possua equipamentos de tomografia para que se constate o AVC e se inicie o tratamento para maior eficácia.
Constatando-se ser um AVCH, a maioria dos pacientes nesta fase está com a pressão arterial muito alta, em níveis de 180 ou até acima de 200mmHg de pressão sistólica (o valor mais alto de uma pressão).
As diretrizes mais novas recomendam que esta pressão elevada do AVCH seja pronta e urgentemente tratada, abaixada para níveis abaixo de 140-90 mmHg. Portanto, a terapia correta nas primeiras horas e dias do AVCH é dar remédios na veia para baixar a pressão arterial, se a pressão estiver acima de 140/90mmHg. Além disso, o paciente deve ser internado em UTI ou NeuroUTI, para melhor monitoramento, pois estes pacientes podem apresentar complicações e piorar.
Sempre se deve tentar definir o motivo do sangramento, se foi pela pressão alta, ou se foi de um aneurisma. Isso pode mudar o tipo de tratamento.
Quando no AVCH, o sangramento é muito grande, e o paciente está entrando ou já está em coma, ou tem alto risco para isso, às vezes é indicada cirurgia para retirada, o esvaziamento do hematoma.
Ou seja, o tratamento pode ser cirúrgico ou clínico, dependendo do volume da lesão, da localização e da condição clínica do paciente. Mesmo os pacientes tratados cirurgicamente recebem todo o suporte clínico e de reabilitação.
A cirurgia tem como objetivo retirar o sangue derramado de dentro do cérebro, remover o coágulo de sangue que possa ter causado a ruptura, fechar o aneurisma e aliviar o excesso de pressão dentro do cérebro causado pelo sangramento, para verificar a pressão intra-craniana coloca-se um cateter. A pressão intra-craniana aumente por conta do inchaço do cérebro após o sangramento.
Em algumas situações, o tratamento cirúrgico é decidido por esta medida e não realizado logo na entrada do paciente no hospital, principalmente porque alguns têm um novo sangramento poucas horas depois do primeiro.
O tratamento clínico tem o objetivo de controlar a pressão arterial, complicações como crises convulsivas e infecções.
A reabilitação deve ser iniciada assim que a condição do paciente permita e é uma parte do tratamento. Como seu início depende das condições do paciente, somente deve ser feita quando não há perigo de piorar o estado neurológico ou clínico. Um bom programa de reabilitação conta com uma equipe de fonoaudiologia, fisioterapia, enfermagem e terapia ocupacional, que deverá traçar um plano terapêutico individualizado, baseado nas sequelas neurológicas, garantindo a qualidade de vida do paciente.

SEQUELAS DO AVC HEMORRÁGICO
De modo geral as sequelas do AVC vão depender do local onde ele ocorreu no cérebro e da sua gravidade, podendo provocar lesões físicas, psicológicas ou mesmo emocionais.
No entanto, em alguns pacientes a irrigação sanguínea cerebral é retomada tão rapidamente que não deixa sequelas, mas na maioria dos casos, há uma grande perda de neurônios cerebrais deixando sequelas que podem ser bastante significativas e que tornam o paciente muitas vezes incapaz de andar, comer sozinho ou vestir-se, por exemplo.
As sequelas do AVC podem ser classificadas em:
Sequelas motoras, onde quem sofreu o episódio de AVC apresenta dificuldades em se movimentar e falar. Em casos mais sérios podem ocorrer deformidades musculares que levam à perda do movimento de um lado do corpo, conhecido como hemiplegia.
Sequelas neurológicas, onde quem sofreu o episódio de AVC apresenta incontinência urinária ou fecal, sensação de queimação no lado da hemiplegia, boca torta, dificuldade em falar, comer e de engolir a saliva, perda da memória, dificuldade em se expressar, estrabismo, paralisia facial, desequilíbrio e dificuldade na localização espacial, em si ou no outro (direita/esquerda, mapas).
E sequelas emocionais,  onde quem sofreu o episódio de AVC pode apresentar depressão, revolta, isolamento, impaciência, dificuldade de se relacionar e negligência no lado do corpo que está paralisado.
Após um AVC o paciente é examinado pelo médico e pelo fisioterapeuta e o tratamento do AVC deve ser realizado o mais rápido possível, pois, embora as células cerebrais mortas não possam ser recuperadas, as localizadas próximas à área afetada podem, e as sequelas podem ser menores. Um medicamento utilizado para tratar sequelas cerebrais, por exemplo, é o Piracetam.
Embora muitas sequelas do AVC sejam permanentes, existem algumas que podem ser recuperadas através de acompanhamento regular de fisioterapia, terapia ocupacional, neuro funcional e hidroterapia.
O AVC hemorrágico não é tão comum como o AVC isquêmico, porém causa mais frequentemente a morte do indivíduo.
Nem sempre as sequelas de AVC têm cura, mas com o devido tratamento pode-se alcançar bons resultados. Os pacientes que sofreram um AVC podem beneficiar-se das sessões de fisioterapia e terapia ocupacional, que vão ajudar a reabilitar e recuperar movimentos que facilitem a vida diária, trazendo independência e melhorando assim a sua qualidade de vida.
A prevenção do AVC hemorrágico pode ser feito com a alteração de alguns hábitos de vida, como a prática de exercício físico regular, dieta pobre em gorduras e sal, e acompanhamento médico adequado para o controle rigoroso da pressão arterial, que deve ser mantida a níveis inferiores a 12 X 8 cmHg, e evitando o consumo abusivo do álcool, que também é um importante fator de risco para esta doença.



IMAGENS DE ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO HEMORRÁGICO



























FISIOTERAPIA PARA AVC
 A fisioterapia pós-AVC consegue melhorar a qualidade de vida do paciente e ajudar na recuperação de parte dos movimentos perdidos.
O trabalho da fisioterapia é devolver a capacidade motora e fazer com que o paciente seja capaz de realizar suas atividades da vida diária sozinho, sem necessitar de um acompanhante.
Para isso, é necessário tempo e paciência. As sessões de fisioterapia devem começar imediatamente após a alta hospitalar e deve ser realizada preferencialmente todos os dias, pois quanto mais rápido o paciente for estimulado, mais rápida será a sua recuperação.
A fisioterapia pode ser feita em casa, na clínica ou no hospital, mas não deve ser o único momento em que o paciente se exercita. Uma boa dica é colocar o paciente para jogar videogames que exercitam todo o corpo como o Wii e a X-box, por exemplo.
Os principais exercícios de fisioterapia para AVC são aqueles que estimulam o movimento de punhos e antebraço, articulação dos joelhos e sola dos pés. Estes exercícios podem ser feitos de forma contínua por mais de 1 minuto cada um.
Além desses exercícios, é importante realizar alongamento, para melhorar a amplitude dos movimentos, e realizar exercícios respiratórios, para evitar o acúmulo de secreções que podem levar à pneumonia, por exemplo. Quando o paciente conseguir ficar de pé, deve-se ajudar o seu aprendizado motor e treinar o equilíbrio para que ele consiga andar sozinho.
Outros exemplos de exercícios de fisioterapia para AVC são as movimentações da escápula e também a inserção gradual de halteres.
O tratamento fisioterapêutico deve ser individualizado, respondendo às necessidades do paciente, que podem mudar de um dia para o outro. Alguns equipamentos que podem ser usados são pesos, caneleira, bola, rampa e theraband.
Apesar do trabalho intenso da fisioterapia, alguns pacientes podem não apresentar grandes melhoras, pois os exercícios devem ser bem feitos e isso depende também da sua vontade.
Como uma das sequelas do AVC é a depressão, estes pacientes podem ter uma maior dificuldade em ir às sessões e sentirem-se desanimados, não realizando os exercícios corretamente, o que dificulta a sua recuperação.
Levando tal ponto em conta, é possível reafirmar a necessidade de que um paciente que tenha sofrido um AVC seja acompanhado por uma equipe multidisciplinar composta por médico, enfermeiro, fisioterapeuta, fonoaudiólogo e psicólogo. Tal acompanhamento irá garantir maior qualidade de vida.



IMAGENS DE TRATAMENTOS FISIOTERAPEUTICOS.



  
  















ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO ISQUÊMICO E ATAQUE ISQUÊMICO TRANSITÓRIO.
 O AVC isquêmico é a falta de sangue em uma região do cérebro, devido a uma obstrução num vaso sanguíneo cerebral, que pode causar sequelas graves ou até mesmo a morte do indivíduo, se ele não for socorrido à tempo.
Ele pode vir também como AVC isquêmico transitório ou ataque isquêmico transitório (AIT). É um tipo de AVC isquêmico menos grave e que ocorre quando o fornecimento de sangue para o cérebro é interrompido por um curto período de tempo.
No AIT, o que ocorre é uma obstrução ou entupimento momentâneo, transitório, de algum vaso que irriga o cérebro. O vaso (artéria) leva o sangue, oxigênio e glicose para sua correspondente região cerebral.
Os sintomas do AVC isquêmico transitório são sentidos subitamente e provoca sintomas em quem o está tendo por pouco tempo, entre 1 a 2 horas, desaparecendo dentro de 24 horas, havendo sempre a recuperação total da pessoa acometida.
As principais causas de um AVCI ou AIT estão relacionadas com alterações no fluxo sanguíneo e podem ser aterosclerose, arritmia cardíaca, doenças das válvulas cardíacas, endocardite, distúrbios na coagulação do sangue, insuficiência cardíaca, infarto agudo do miocárdio. A pressão baixa também pode acarretar um episódio do mesmo, pois reduz o fluxo sanguíneo para o cérebro e causa estreitamento das artérias cerebrais.
Sendo assim, podemos considerar como fatores de risco mais conhecidos a idade (geralmente em pessoas acima dos 55 anos), genética (histórico familiar de AVC ou doença cardíaca), tabagismo, sedentarismo, diabetes, aumento de colesterol ou triglicérides, doenças cardíacas, arritmia cardíaca ou infarto prévio.
Vale ressaltar que a idade não é regra, jovens e menores de 55 anos também podem ter um ATI ou AVC. Em casos como esses, onde o episódio ocorre com menores de 55 anos, a pesquisa do que deu origem ao AVC ou AIT deve ser mais detalhada.
Geralmente as causas mais comuns em jovens são as dissecções arteriais, o forame oval patente, o uso de medicações tóxicas ou drogas ilícitas e ainda há casos relacionados a crises de enxaqueca.



SINTOMAS DO AVC ISQUÊMICO
Devido o sangue não chegar naquele local irrigado pelo vaso entupido no caso de AVCI ou AIT, aquela região deixa de fazer a sua função, e o paciente sente os sintomas de acordo com a região e vaso (artéria) afetados.
Os sintomas mais comuns de se apresentar são muito parecidos ao do AVCH. O que diferencia eles é que no AVCH os sintomas aparecem subitamente de uma hora para outra, já no AVCI ou AIT os parentes ou familiares sabem descrever com exatidão como começou o episódio e a quanto tempo o mesmo se iniciou.
Os sintomas do AVC isquêmico desenrolam-se em poucos minutos e podem ser: fortes dores de cabeça, alteração súbita da fala, com dificuldade para completar as palavras ou frases, ou começar a ter a fala enrolada, alteração súbita da força num membro (braço ou perna) ou em um lado do corpo (braço e perna do mesmo lado), ou nas pernas, com fraqueza e diferença de força em relação ao lado normal, alteração súbita da sensibilidade em um lado do corpo, desvio da boca para um dos lados (a boca começa a “entortar”), de início súbito, alteração súbita e intensa do equilíbrio, com dificuldade de andar, náuseas e vômitos junto ao sintoma do andar, alteração visual de início súbito – pode ser uma visão embaçada, tremida, visão dupla, visão ardendo de repente, perda ou embaçamento de um dos lados da visão, alteração súbita da audição, junto com náuseas, perda do equilíbrio e dificuldade de andar, sonolência de início súbito, com parada da fala, convulsões e sonolência excessiva vinda juntas e de forma súbita.
Ou seja, são os mesmos sintomas de um AVCH comum, se diferenciando por aparecer de 1 a 2 horas e desaparecer em torno de 24 horas.
Somente após o diagnóstico pode-se afirmar que se trata de um AVCI ou AIT, por isso, é importante que se dirija à uma unidade hospitalar o mais rápido possível após o inicio dos sintomas, não é recomendado que se espere os sintomas passarem, pois pode agravar o quadro clínico do paciente.

DIAGNÓSTICO
O paciente com suspeita de AVCI ou AIT deve ser levado imediatamente para um hospital, de preferência que tenha um setor de emergência com médico e tomografia disponível 24 horas por dia. Isso faz toda a diferença, pois caso seja indicada a trombólise (tipo de tratamento para dissolver o coágulo em AVC isquêmico), é importante ter pelo menos a tomografia realizada de 3 a 5 horas do início dos sintomas.
Caso opte pelo SAMU, deve-se verificar qual é o prazo para chegada da ambulância no local, evitando assim que se ultrapasse esse tempo limite da realização do exame de tomografia. Portanto, caso você chame o SAMU e esteja demorando, o mais indicado é buscar outro meio de locomoção que ajude no transporte do paciente.
Sempre na suspeita de um AVCI/AIT ou AVCH, na emergência, pede-se uma tomografia de crânio, para excluir se houve ou não hemorragia. Depois, dependendo do caso, o paciente pode ser internado para observação nos primeiros dias, e termina de fazer outros exames no hospital e depois em laboratórios. Além da avaliação pelo médico neurologista, para avaliar se há alguma alteração neurológica.
O diagnóstico do AVC isquêmico pode ser feito pela análise dos sintomas do paciente ou recorrendo a exames como, tomografia do crânio sendo o principal exame, assim como no AVCH, ressonância magnética do crânio, angiorressonância do crânio e artérias cervicais, eco cardiograma e eletrocardiograma, exames de sangue, holter de 24 horas, Doppler transcraniano e ultrassonografia das carótidas e vertebrais.
Dependendo da idade, dos fatores de risco de cada paciente, de como foram os sintomas de cada caso, o neurologista pede uma bateria ou outra de exames para investigar.

TRATAMENTO
O tratamento inicial para AVCI, nas primeiras 4 horas do início dos sintomas é administrar o medicamento alteplase, um tipo de trombolítico que dissolve o coágulo e restabelece o fluxo de sangue no cérebro. Caso haja uma obstrução de uma grande artéria anterior, como a cerebral média ou carótida interna, além do alteplase, pode ser necessário fazer um cateterismo para desobstrução local do vaso, esse procedimento é realizado pela equipe da hemodinâmica.
A cirurgia pode ser indicada como tratamento do AVCI ou AIT em casos graves e tem como objetivo retirar os trombos das artérias, aliviar a pressão arterial ou revascularizar as artérias.
Quando já se investigou e descobriu a causa do AVCI, o medicamento em longo prazo dependerá principalmente da causa do AIT ou AVCI ocorrido. Por isso é importante que se realize todos os exames solicitados pelos médicos mesmo após o desaparecimento dos sintomas.
A fisioterapia pode ser recomendada aos doentes com AVCI para ajudar a tratar as sequelas do AVC e o controle dos fatores de risco é essencial para o tratamento e prevenção de um novo AVCI.
O pilar principal de tratamento da maioria dos casos de AIT ou AVCI é controlar bem os fatores de risco, baixar o nível de colesterol, diabetes, caso fume, retirar o cigarro, caso beba, evitar o excesso de álcool, praticar atividade física, evitar a obesidade, controlar a pressão arterial para quem tem pressão alta, usar medicamentos que afinam o sangue com a intenção de fazer o sangue circular melhor nas artérias e veias, evitando assim a formação de trombos ou coágulos, e consequentemente outro episódeo de AIT ou AVC.
Os medicamentos mais usados na prevenção dos AITs e AVCIs são a aspirina ou AAS (doses baixas, de 80 a 325mg ao dia), clopidogrel, warfarina, rivaroxaban, apixaban e dabigatran. O que definirá qual dos medicamentos usar, é a causa do problema, e a indicação de maior ou menor proteção em relação à formação de trombos e coágulos.
Imagens de Acidente Vascular Encefálico Isquêmico.

IMAGENS DE ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO ISQUÊMICO

   

















CONCLUSÃO
A partir desse trabalho, podemos concluir que o AVCH (Acidente Vascular Cerebral Hemorrágico), pode ser mais incomum, porém, com uma taxa de mortalidade maior. Seu sintoma sempre vem repentinamente, e seu tratamento deve começar de imediato, para que não se tenha muitas sequelas.
Esse tipo de AVC sempre deixará alguma sequela, que pode ser reduzida ou ate mesmo revertida com auxilio de fisioterapia, e em alguns casos, medicamentos.
O ACVI é mais comum e tem seu tratamento mais simples. Sua taxa de mortalidade é baixa, e sua principal característica é vir com sintomas idênticos aos do AVCH, porém, costumam levar de 1 a 2 horas para se completar e dentro de 24 horas desaparecem. 
No entanto, por se tratar de coágulos nos vasos, é um tipo que requer um pouco mais de atenção.
Nos dois casos, é importante que se faça uma anamnese com quem apresenta qualquer um dos sintomas que estejam relacionados ao AVC. O socorro deve ser imediato, devendo quem estiver com o paciente, leva-lo a um hospital com aparelhos de tomografia e médicos plantonistas, ou seja, 24 horas.
Caso quem está junto não possua um meio de locomoção, pode-se acionar o SAMU, caso o mesmo demore, precisa buscar um outro meio que o faça chegar ao socorro rapidamente.
Para a fisioterapia ter eficácia, é necessário que o paciente que sofreu o AVC possua força de vontade, e não desista dos exercícios, o que geralmente se torna difícil devido á depressão que o mesmo pode desenvolver como uma das sequelas. Por isso, é importante o apoio para essas pessoas que sofreram o AVC.



BIBLIOGRAFIA
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